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Crise no Cáucaso mais longe do fim

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Crise no Cáucaso mais longe do fim

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A câmara baixa do Parlamento russo aprovou, esta segunda-feira, uma resolução a favor da independência da Abcásia e da Ossétia do Sul.

O voto não tem carácter vinculativo, mas promete aumentar a tensão entre a Rússia e o Ocidente.

O Senado russo antecipou-se à Duma, aprovando, por unamidade, horas antes um apelo ao Presidente do país, para que reconheça a independência das repúblicas separatistas.

Entre os argumentos apresentados pelo presidente da Abcásia está o futuro dos povos e o desenvolvimento do Cáucaso. A Rússia, adianta, “tem em mãos a hipótese se dar início a este futuro” até porque “não existe outro caminho para a Ossétia do Sul e para a Abcásia.”

Uma opinião partilhada plo presidente da Ossétia do Sul. Eduard Kokoity acusa as autoridades georgianas de cavarem um fosso sangrento, entre Tbilissi e a Ossétia do Sul de um lado, e a Abcásia de outro. Razão pela qual, adianta, não existem condições para que os dois povos possam viver no mesmo estado da Geórgia.

A decisão cabe, agora, ao Chefe de Estado, Dmitri Medevedev. Moscovo enviou tropas para a Geórgia no passado dia 8 de Agosto, em resposta uma acção militar de Tbilissi na Ossétia do Sul.

As regiões separatistas proclamaram a independência 1992, estatuto que nunca foi reconhecido pela comunidade internacional.

Nos últimos dias, os habitantes da Abcásia e Ossétia do Sul mostraram-se mais unidos que nunca e multiplicaram as manifestações a favor da independência dos territórios.