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Sarkozy convoca reunião extraordinária do Conselho Europeu

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Sarkozy convoca reunião extraordinária do Conselho Europeu

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Parece longínquo o aperto de mão entre o presidente em exercício da União Europeia e o chefe de Estado russo, com que há duas semanas se pretendeu encerrar a guerra na Geórgia.

Pressionado pelos países de Leste, Nicolas Sarkozy mantém uma posição firme face ao Kremlin e convocou uma reunião extraordinária do Conselho Europeu para o primeiro dia de Setembro. Mas Moscovo sabe da divisão no seio da União e parece imune a sanções graças aos acordos energéticos.

No sul do Cáucaso, as tropas russas mantêm as posições no importante porto georgiano de Poti. Noutros postos de controlo na região, as altercações com os populares são frequentes.

Não há informações de incidentes graves, mas o clima é tudo menos descontraído.

Washington é mais agressivo em relação a Moscovo e ameaça retaliar no G8 e na candidatura do Kremlin à Organização Mundial de Comércio

Entretanto um primeiro navio de guerra norte-americano fundeou ao largo do porto de pesca de Batumi. Recebido com pompa e circunstância, o USS McFaul trouxe alguma ajuda humanitária à Geórgia e receberá em breve a companhia de outros dois navios de guerra dos Estados Unidos.

Mais prudente, por causa da dependência do gás russo, a resposta da Europa a Moscovo pode passar por um reforço do apoio às aspirações da Ucrânia tendo em vista a entrada na NATO e na União Europeia, algo que a reunião extraordinária dos 27 na próxima semana vai ajudar a esclarecer.

Parlamento russo decide se reconhece a independência das províncias separatistas da Geórgia

A semana começa com um novo capítulo no braço de ferro entre o Ocidente e Moscovo.

A Duma, o parlamento russo, antecipou o regresso de férias e vota esta manhã resoluções não vinculativas sobre reconhecimento da independência da Abcásia e da Ossétia do Sul.

Um voto que, ao que tudo indica, será positivo e que promete reforçar a tensão entre uma União dividida e um Kremlin confiante no poder dos recursos energéticos, em especial o gás.

1/4 do gás consumido na Europa é assegurado pela Rússia que é também, de longe, o principal parceiro comercial do “velho continente”.

A Alemanha não quer nem sequer ouvir falar do congelamento de acordos energéticos, o que debilita fortemente a posição dos 27.

Para mais Moscovo tinha avisado que a independência do Kosovo poderia conduzir ao que está a acontecer agora, um possível reconhecimento russo da independência das 2 regiões separatistas da Geórgia.