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Rússia avalioui riscos do reconhecimento da Ossétia e da Abaczia

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Rússia avalioui riscos do reconhecimento da Ossétia e da Abaczia

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A Rússia avaliou os riscos políticos do reconhecimentos das Repúblicas da Ossétia do Sul e da Abecazia. A imprensa russa contém várias analises, todas com advertências. Convergem num ponto: foi uma manifestação de força, como há anos não se via. Essa parece ser também a convicção do presidente Dmitri Mdevedev:

“A única maneira de preservar aqueles povos era reconhecê-los à luz da lei internacional, reconhecer sua independência como Estado. A nossa resposta é baseada inteiramente na lei internacional, na carta da ONU, nos acordos de Helsínquia e noutros acordos internacionais”.

O jornal Rossiskaia Gazeta, considerado próximo do Kremelin, adverte para o perigo do isolamento internacional da Rússia. Mas acrescenta que a diplomacia de Moscovo fez vários contactos e não excluiu a possibilidade de a Turquia, o Irâo, a Síria ou a Jordânia virem a reconhecer as novas nações.

Segundo o presidente georgiano, tudo isto não passa de um bluff russo: “Os russos estão a fazer bluff e estão a exagerar. Eles não têm essa força . Podem ter mais soldados no território que o exército georgiano que é pequeno. Nós não podemos combater os 3.000 tanques que eles têm no nosso território, de nenhuma maneira. Estão a tentar desafiar o ocidente, os americanos, muito para além das suas possibilidades. Isso é indesmentivel. Agora, eu penso que o auxílio americano chegará, tal como estava programado”.

E vai chegando. A Poti, cidade da Georgia controlada pelos russos, chegou um navio que transporta exclusivamente ajuda humanitária, segundo garantia do embaixador americano em Tblissi. Uma outra informação, também de fonte diplomática, dava conta da chegada, esta quarta-feira, de dois vasos de guerra americanos.