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Sanções europeias contra Moscovo são improváveis

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Sanções europeias contra Moscovo são improváveis

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Atmosfera tensa no seio do Conselho de Segurança das Nações Unidas, durante mais uma runião de emergência esta quinta-feira, que acabou num impasse graças ao poder de veto de Moscovo.

Os representantes russo e americano trocaram acusações no âmbito de uma sessão dedicada à crise na Geórgia. A Rússia utiliza a invasão norte-americana do Iraque para justificar as acções em território georgiano onde afirma estar a defender os seus cidadãos.

Um sinal do aumento das tensões entre os dois países, as declarações de Washington segundo as quais os Estados Unidos consideram quebrar um acordo de cooperação nuclear civil.

Por seu lado, Vladimir Putin respondeu que o conflito georgiano terá sido induzido pela administração Bush, que pretenderá beneficiar a candidatura presidencial republicana com uma imagem de tensão no território.

Entretanto, um grupo de países do leste europeu, Lituânia, Polónia e Estónia, pediu à União Europeia a aplicação de sanções contra a Rússia, depois de o Kremlin ter ameaçado cortar o fornecimento de gás e petróleo à Europa.

Ao que tudo indica o cenário de sanções não se deverá confirmar na cimeira do Conselho Europeu que se realiza segunda-feira em Bruxelas. A falta de consenso sobre o assunto vai obrigar os 27 a procurar outras soluções para pressionar a Rússia a retirar a totalidade das tropas da Geórgia.