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UE avalia eventuais medidas contra Moscovo

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UE avalia eventuais medidas contra Moscovo

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A futura parceira entre a União Europeia (UE) e a Rússia pode ser a primeira vítima do deterioramento das relações entre Bruxelas e Moscovo. A crise na Geórgia levou a Polónia e os países bálticos a pedir o adiamento das negociações, cuja segunda ronda está agendada para 15 e 16 de Setembro. Foi em Junho, na Sibéria, que a Rússia e a União abriram, enfim, as negociações.

A Rússia deve garantir a segurança do fornecimento de energia e abrir-se ao investimento europeu. O embaixador russo em Bruxelas, Vladimir Chizhov, garante que Moscovo é um aliado de confiança: “A Rússia não quer o controlo exclusivo dos gasodutos. Calculamos que, no futuro, a Europa vá precisar de muito mais energia, talvez de fontes diferentes, mas qualquer que seja a procura, do lado russo, as nossas companhias irão executar o pedido prontamente. A longo prazo, certamente que continuaremos de olhos postos numa cooperação reforçada com os nossos clientes europeus.”

A Rússia, estimam os analistas, não tem interesse em perder o seu principal cliente, em termos de energia. Mas a Europa, apesar de depender energeticamente de Moscovo, não deve rebaixar-se a qualquer preço, defende o eurodeputado polaco Jacek Saryusz-Wolski, presidente da comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros: “Precisamos da Rússia, e da melhor cooperação possível – mas baseada em normas civilizadas, europeias e internacionais. É do nosso interesse económico que sejam impostas regras e que estas sejam respeitadas. E isto aplica-se igualmente a quem está interessado numa maior cooperação em termos de energia e de segurança, com a compra de gás e de petróleo. E a situação no Sul do Cáucaso é uma clara ameaça à segurança energética, à segurança dos investimentos das companhias europeias nos gasodutos e nos oleodutos russos. Por isso, os pontos de vista da segurança e da economia são convergentes e não divergentes.”

Outra medida que os Vinte e Sete poderão aplicar contra Moscovo é o congelamento das discussões para a supressão de vistos. Bruxelas tinha-se comprometido a suprimir os vistos dos cidadãos russos que viajem para a Europa.