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Gustav ameaça sobreviventes do Katrina

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Gustav ameaça sobreviventes do Katrina

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O Gustav está cada vez mais forte e mais perigoso. O furacão que já matou quase 70 pessoas no Haiti, 11 na Jamaica e cerca de duas dezenas na República Dominicana, transformou-se em ciclone de força 3 na escala de Saffir-Simpson – de intensidade máxima de cinco – e dirige-se para o sudeste da ilha da Juventude, frente ao litoral sudoeste de Cuba. As autoridade cubanas decretaram o alerta máximo em várias regiões e na capital, Havana.

Os ventos do ciclone atingem agora cerca de 190 quilómetros por hora e teme-se a sua intensificação na passagem pelos ares quentes do Golfo do México, em direcção à costa dos Estados Unidos.

A agência federal americana para as situações de emergência já deu o alerta:
“Esta tempestade tem potencial para ser muito perigosa, por isso encorajamos os residentes a seguirem as instruções dos serviços de emergência e a estarem preparados para a evacuação se for necessário”, avisou um membro do corpo de engenharia do exército.

O Gustav segue o mesmo traçado do Katrina há três anos e está a atingir a mesma intensidade. Nos Estados da Luisiana, Texas, Alabama e Mississipi foi decretado o estado de emergência.

Antes de partirem, muitos residentes de Nova Orleães procuram proteger as casas com tudo o que podem. A cerca de 200 quilómetros a sudeste da cidade, as plataformas petrolíferas do Golfo do México têm estado a ser evacuadas. Um funcionário explica que um helicóptero está à espera dos homens que ficaram para encerrar as instalações em segurança e, depois, todos partem.

O Golfo do México produz cerca de um quarto das necessidades petrolíferas dos Estados Unidos e, nesta época do ano, a exposição às tempestades tem forte influência sobre os preços do petróleo.