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Sarah Palin: a mulher que faltava à candidatura de McCainn

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Sarah Palin: a mulher que faltava à candidatura de McCainn

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Há de novo uma mulher na corrida à Casa Branca. O republicano John McCainn anunciou ontem a escolha de Sarah Palin como candidata à vice-presidência dos Estados Unidos.

Uma reformista dentro do partido que poderá ajudar McCainn a afastar a sombra de Bush, ao mesmo tempo que dá uma piscadela de olho ao eleitorado democrata descontente com a saída de cena de Hillary Clinton.

Mas as críticas de McCainn à inexperiência do rival Obama ameaçam agora voltar-se contra ele, face à inexperiência e quase anonimato de Palin.

Como sublinha o analista, Alan Lichtman, “o lado negativo de Sara Palin é que é totalmente desconhecida. As pessoas vão perguntar-se Sara quê? Até hoje esteve ausente da cena política nacional e não sabemos se vai conseguir dar esse salto gigantesco do pequeno mundo político do Alaska para as luzes da ribalta de uma campanha presidencial a nível nacional”.

A governadora do Alaska, de 44 anos, é apontada como o Obama da candidatura republicana. Uma comparação que se fica apenas pela idade e posicionamento de não alinhada dentro do seu partido.

Defensora do porte de arma, da manutenção das tropas do Iraque, a mãe de cinco filhos é uma opositora à liberalização do aborto. A sua política económica nos vários cargos que ocupou valeram-lhe o apelido de “Sarah Barracuda”.

Uma “dama de ferro” ideal para colmatar as falhas de McCainn e afastar as críticas à fortuna pessoal do candidato. Palin apresenta-se como uma cidadã normal, uma mãe de família, que gosta de basquetebol, de hockey, mas também de óculos e sapatos de grandes estilistas.

Qualidades que prometem seduzir os delegados da convenção republicana que, na próxima semana, vai investir oficialmente o duo McCainn Palin como candidatos do partido às presidenciais de Novembro.