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Congresso dos Republicanos sob o signo da sobriedade

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Congresso dos Republicanos sob o signo da sobriedade

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Nem pompa, por causa da circunstância, nem sequer muita política. O furacão assombrou totalmente a abertura da Convenção Republicana. O Gustav arrasou a cobertura mediática e toldou o programa dos republicanos.

Agora que os eleitores se começam a interessar pelos candidatos, John McCain quer evidenciar-se pela sobriedade.

No domingo visitou, com Sarah Palin, o Centro de gestão de Crises, em Jackson, para mostrar solidariedade e, de algum modo, evitar que o liguem à má de gestão da crise do Katrina, por Bush

McCain prometeu deixar a bandeira partidária de lado para vestir a camisola da América de todos, fazendo tudo o que possa e deva fazer pelo país. Essa é a natureza da nação: ajudar todas as vítimas do furacão e isso é para ser feito agora, destacou.

Um pouco antes, Bush anulou a presença na Convenção Republicana, o que acabou por ser boa notícia para McCain, devido à impopularidade do presidente.

Bush justificou que “à luz dos acontecimentos, não iria ao Minnesota, à Convenção Nacional Republicana. Vai para o Texas, ao Centro de Operações de Emergência em Austin, onde está a ser feita a coordenação a nível federal e de governos locais”.

A chegada do Gustav alterou a agenda imediata do partido republicano, forçando a manter um perfil discreto sem parecer demasiado oportunista.

É uma prova política, no momento em que o candidato republicano está praticamente empatado com o rival democrata nas intenções de voto.

Na semana passada, McCain refrescou a campanha com a nomeação de Sarah Palin, governadora do Alaska, para a vice-presidência.

Apesar de ultra-conservadora no que respeita ao aborto e nos princípios pró-vida, Palin é uma acérrima defensora do ambiente, uma desportista inata. Jovem mãe de cinco filhos, será uma líder convincente para o eleitorado feminino indeciso.