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Geórgia espera apoio da UE

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Geórgia espera apoio da UE

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O presidente da Geórgia deposita grandes expectativas na cimeira da União Europeia.

Mas os 27 – que já condenaram o reconhecimento da independência da Ossétia do Sul e da Abcásia por parte de Moscovo – não deverão adoptar sanções contra a Rússia.

Paris e Berlim querem evitar a confrontação.

Ontem, o chefe de estado russo adoptou o mesmo discurso.

Dimitri Medvedev afirmou que “a Rússia não deseja a confrontação, não se quer isolar e pretende desenvolver as suas relações com a Europa, com os Estados Unidos e com outros países”.

Entretanto a maioria das tropas russas abandonou o território georgiano na semana passada mas ainda há soldados na cidade portuária de Poti, no mar Negro, e em Gori.

O plano de paz elaborado pela presidência francesa da União inclui a implementação de um mecanismo de vigilância na Ossétia do Sul e na Abcásia e o lançamento de conversações internacionais sobre as duas repúblicas separatistas.

Face à relutância de Moscovo em sair da Geórgia vários Estados-membros, como o Reino Unido e a Polónia pedem sanções mas a dependência europeia em matéria de energia deixa pouca margem de manobra aos 27.

Charles Essen, especialista em questões energéticas, sublinhou que “a Rússia seria prejudicada se não pudesse exportar o petróleo e o gás mas a situação seria igualmente prejudicial para a a Europa e as duas partes sabem isso”.