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Espanha prepara-se para investigar regime franquista

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Espanha prepara-se para investigar regime franquista

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A mais alta instância judiciária espanhola, a Audiencia Nacional, na pessoa do Juiz Baltazar Garzon, pediu a todos os organismos dotados de um serviço de arquivos que enviem todos os documentos relativos à guerra civil espanhola e ao franquismo.

A medida pressupõe a abertura de um inquérito sobre todos os desaparecidos durante o regime de Francisco Franco.

Para a maior associação de vítimas do franquismo, a decisão é “comovente e histórica”. José Luis Rodriguez Zapatero, que aprovou em 2007 a lei da chamada memória histórica para reabilitar as vítimas do franquismo, absteve-se de comentar o pedido de Garzon.

Para o líder da oposição, Mariano Rajoy, “a melhor coisa da Constituição de 1978 foi o facto de os espanhóis terem decidido olhar para o futuro e construir um melhor futuro para todos”. Por isso, não está “de acordo com a reabertura das feridas do passado seja lá por quem for.”

O juiz da Audiencia Nacional tenta com este pedido proceder a um verdadeiro recenseamento sobre as pessoas enterradas em valas comuns no início da guerra civil.

Para tal pediu, em particular, à igreja que abra os registos de mortes das suas 22827 paróquias. Garzon pediu ainda informações ao mausoléu do ditador Francisco Franco – o Valle de los Caidos, onde estão enterrados combatentes dos dois campos durante a guerra civil -, aos arquivos da administração pública, às câmaras municipais e juntas de freguesia e ao Ministério da Defesa.