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PE desiludido com agenda social renovada de Bruxelas

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PE desiludido com agenda social renovada de Bruxelas

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Muita parra e pouca uva. Assim se resume a opinião de uma boa parte dos eurodeputados que se debruçaram sobre a “agenda social renovada”. Preparado pela Comissão Europeia, o texto tinha por função aproximar as políticas europeias dos cidadãos.

Mas, à esquerda como à direita, os eurodeputados não poupam críticas ao texto. O socialista Alain Hutchinson afirma: “Tínhamos pedido um certo número de garantias sobre o ensino, a cultura, a saúde e domínios que acreditamos terem a ver com a protecção social dos cidadãos europeus. Não houve propostas legislativas nesta matéria, não houve qualquer comunicação… Assim não é, de todo, suficiente!”

Como também não é suficiente para Philip Bushill-Matthews, presidente da comissão parlamentar de Emprego e Assuntos Sociais, que lamenta que a nova agenda social esqueça que as pequenas e médias empresas são as principais criadoras de emprego da União: “Não se presta atenção suficiente às PME que, enquanto empregadoras, nalguns casos, respondem pelo maior número de trabalhadores de um determinado país. Temos de ouvir os pequenos actores sociais, as pessoas a sério e não apenas os grandes patrões e os grandes sindicatos.”

O texto, que deverá ir a votos na próxima sessão plenária do Parlamento Europeu (PE), quer dar resposta a problemas tão diversos quanto a discriminação, o emprego, a pobreza, a questão da etnia cigana ou a educação. Mas muitos eurodeputados lamentam a ausência de medidas concretas.