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Rivalidades na Ucrânia desencadeiam a crise

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Rivalidades na Ucrânia desencadeiam a crise

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Decididamente, os líderes da Revolução Laranja afastaram-se desde a chegada ao poder!
O acordo para derrubar o presidente Kouchma, em 2004, durou apenas na transição do regime. Desde então, Viktor Yuschenko e Iulia Timochenko nunca mais conseguiram entender-se para governar juntos.

A aliança de Yuchenko, como presidente, a Timochenko, como primeira-ministra, durou um ano até à destituição dela por causa das rivalidades pessoais entre os dois.

O país atravessou uma longa crise política, durante a qual o presidente se viu debaixo de dois fogos: ou admitia o regresso do adversário de longa data, o pró-russo Viktor Ianukovich, ou o da destituída Timochenko. Uma coligação oportunista permitiu a Ianukovitch uma breve passagem no posto de primeiro-ministro.

Mas no fim de 2007, Timochenko regressou à chefia do governo, em virtude da aliança entre o partido dela e o do presidente. Mas a pequena margem de vitória em relação aos opositores pró-russos, divergências entre membros dos próprios partidos e dos opositores, desembocaram numa acusação de alta traição a Timochenko pela presidência, em Agosto passado.

A crise na Geórgia e o silêncio de Timochenko face ao compromisso público de Ioutchenkodestaca à luz do dia, o que era escondido há meses.

Timochenko é acusada de manter relações próximas com Moscovo, por querer obter o apoio às eleições presidenciais de 2010.

Continuando o braço de ferro, o presidente celebrou a independência do país com uma grande parada militar. Timochenko considerou que era provocação. Antes do voto de ontem….

Hoje, a “princesa” está numa posição delicada. Ou mantém a oposição à aliança com os pró-russos e Iuchenko dissolve o parlamento: ou aceita o risco da queda de popularidade. Iutchenko soube manobrar.