Última hora

Última hora

"Coligação laranja" chega ao fim

Em leitura:

"Coligação laranja" chega ao fim

Tamanho do texto Aa Aa

A coligação de governo na Ucrânia está ameaçada, depois do presidente ter anunciado o fim da aliança governamental com o bloco da primeira-ministra.

Yulia Timochenko contra ataca e diz que “a razão pela qual o presidente ucraniano declarou guerra a ela e ao seu partido, é o desejo de Iouschenko querer ganhar a próxima eleição presidencial em 2010”.

O chefe de Estado ameaçou dissolver o parlamento e convocar eleições antecipadas.

Victor Iouschenko fala de uma tentativa de “golpe de estado” e acusa a primeira-ministra de querer destruir a coligação pró-ocidental, ao levar a cabo outras alianças com partidos pró-russos.

“Uma nova coligação não oficial apareceu. O partido de Yulia Timoschenko uniu-se ao partido das regiões e aos comunistas”, disse o chefe de Estado.

No centro da polémica está um conjunto de medidas aprovadas pelo bloco da primeira-ministra e pela oposição pró-Kremlin, que facilitam a destituição do presidente. A ruptura surge também depois da primeira-ministra não ter apoiado a posição pró-georgiana do presidente, no conflito no Cáucaso. A juntar a isto, o facto do chefe de Estado ser um grande defensor da adesão da Ucrânia à NATO.

A “coligação laranja”, um casamento político que sempre enfrentou dificuldades desde a sua criação em 2004.

A decisão para o fim da aliança entra em vigor dentro de 10 dias, se até lá não for revogada.