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Caraíbas voltam a estar no olho do furacão

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Caraíbas voltam a estar no olho do furacão

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O quarto furacão a atingir as Caraíbas, em três semanas, já levou à evacuação da maioria das zonas turísticas em Cuba.

Desde a noite de ontem, que os ventos ciclónicos e chuvas torrenciais do IKE atravessam a ilha das Caraíbas, tendo levado à deslocação de milhares de turistas para abrigos, na capital Havana, mas também no Norte e Leste do país.

Ao tocar terra, o IKE diminuiu de intensidade para a categoria 2 na escala de Saphir-Simpson. Mas os meteorologistas temem que possa aumentar de potência sobre o Golfo do México, dirigindo-se para a cidade de Nova Orleães.

No Haiti, o furacão agravou a devastação deixada pela passagem do Hanna, há 3 dias. Pelo menos 61 pessoas morreram, onde outras 500 tinham sido vitimadas pela tempestade, que destruiu vários bairros em Gonaives, no norte.

A ajuda humanitária tarda agora em chegar aos refugiados, num momento em que as águas continuam a subir. “O centro da cidade está ainda coberto de água, o que dificulta a distribuição de víveres em diversas zonas”, afirma um responsável da ONU.

Na República Dominicana, relativamente poupada pelo Ike, a prioridade agora é de tentar realojar os milhares de refugiados da passagem dos furacões Hanna e Gustav.

O governador de uma das zonas mais afectadas afirma que, “a população se encontra em estado crítico, a destruição atingiu propriedades públicas e privadas, a agricultura e aquedutos locais”.

A temporada de furacões agita igualmente a economia mundial. Com a aproximação do IKe das plataformas petrolíferas do Golfo do México o barril de crude registou uma subida ontem de um dólar e setenta, situando-se nos 107 dólares por barril.