Última hora

Última hora

LHC quer revelar os segredos do universo

Em leitura:

LHC quer revelar os segredos do universo

Tamanho do texto Aa Aa

Conhecer os segredos do universo, uma quimera científica que se pode tornar realidade a partir desta quarta-feira, 10 de Setembro de 2008.

Mas se este tubo de quase 30 km em torno de Genebra pode revelar o santo graal da ciência, há quem receie que seja aberta a ‘caixa de Pandora’.

Os investigadores do CERN, Laboratório Europeu de Física de Partículas, vão realizar a mais importante experiência cientifica da história, no maior acelerador de partículas jamais construído. Objectivo: recriar as condições imediatamente após o “Big Bang” há 13 mil e 700 milhões de anos.

Lyn Evans, o director do projecto:

“É uma enorme conquista científica e de engenharia. É o maior projecto científico alguma vez construído no mundo”.

A 100 metros de profundidade, um anel de 27 km foi construído a partir do CERN, em Genebra. O LHC, Grande Colisor de Hadrões, o maior acelerador de partículas no mundo tem instalados 4 grandes detectores onde se vão produzir os choques de partículas a quase 300.000 km por segundo, praticamente a velocidade da luz.

As colisões, que geram temperaturas 100 mil vezes mais elevadas do que as do centro do sol libertam quarks. Os cientistas vão poder ver como estes quarks se aglutinam em matéria, mas também explorar a supersimetria e tentar entender a matéria negra e a energia negra, que representam 96% do universo:

Lyn Evans, o director do projecto:

“Uma questão muito importante é a matéria em falta do universo. Sabemos agora que só conhecemos 4% do nosso universo, 96% é um completo mistério para nós. Esperamos que o LHC nos ajude a elucidar de onde vêm esses 96%”.

Aguardam-se ainda respostas em torno do mistério da matéria e antimatéria e os cientistas esperam encontrar o “Bosão de Higgs”, a apelidada de partícula ‘divina’ que nunca foi vista.

Por ano, o acelerador de partículas, que pode atingir uma potência 7 vezes maior do que a do seu concorrente norte-americano, vai fornecer 15 milhões de gigaoctets de dados, o equivalente a 30 mil discos duros de 500 GB, que serão analisados em 200 centros espalhados pelo mundo.

Perto de 5000 mil engenheiros e físicos de renome trabalharam nos últimos 10 anos neste projecto de quase 4 mil milhões de euros que pode revolucionar a Física. “É como ir a Marte” afirmam os cientistas.

Mas o projecto conta com alguns delatores que temem que a experiencia provoque o aparecimento de pequenos buracos negros, que ao aumentarem, possam absorver toda a matéria acabando por engolir o planeta.