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Trabalhadores da Renault em greve

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Trabalhadores da Renault em greve

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O principal sindicato de funcionários da Renault, CGT, convocou para quinta-feira paragens de uma a duas horas de trabalho, para protestar contra o corte de seis milhares de postos de trabalho, quatro mil dos quais em França.
“Está fora de questão que os accionistas enriqueçam ainda mais, que as famílias passem necessidades. E eu não falo apenas de mil famílias, mas também dos fornecedores da região do Le Havre. Está fora de questão que os deixemos fazer isso”, defendeu Nicolas Guermonprez do CGT de Sandouville, onde vão ser cortados mil postos de trabalho.
O modelo Laguna, apresentado pelo presidente executivo da Renault, Carlos Ghosn, como um veículo-chave, está a vender abaixo das expectativas.
Jean-Paul Lecoq, vice-presidente comunista de Gonfreville l’Orcher, perto de Sandouville propõe uma solução. “Há que exigir ao Carlos Ghosn, primeiro, que ele baixe o preço do Laguna, para poder vender e deixar de se apoiar numa taxa de lucro e nas exigências dos accionistas. Depois, deve confiar nos trabalhadores para poder, com as suas competências preparar os futuros modelos”.
À paralisação convocada pelo CGT vai juntar-se, em alguns locais, outro sindicato mais moderado, o CFDT.
Quanto à supressão de mais dois mil postos de trabalho noutros países europeus, o CGT põe a hipótese de organizar com outros sindicatos um protesto à escala europeia.