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Negociações para salvar Alitália prosseguem contra o tempo

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Negociações para salvar Alitália prosseguem contra o tempo

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Além da mesa das negociações, o futuro próximo da Alitália joga-se nas ruas de Roma com manifestações de pilotos e pessoal de cabine que recusam o plano de restruturação acordado pelas 4 grandes centrais sindicais e o consórcio que pretende ressuscitar a companhia aérea.

O plano prevê um capital inicial de pelo menos mil milhões de euros e 12.500 funcionários, ou seja a supressão directa de 3.000 empregos. Salários e regalias vão também ser cortados. A frota será reestruturada com a venda de mais de uma centena de aeronaves e a compra de 60 aviões modernos e mais rentáveis.

Seis sindicatos estão contra mas as centrais sindicais que deram o aval ao plano demonstram satisfação. “Fizemos o que podíamos. Trabalhámos para garantir a maioria dos trabalhadores da Alitália e garantimos 80 % dos salários, algo que é único em relação a outros trabalhadores italianos”, referiu Luigi Angeletti, da UIL.

Evitar a falência tornou-se numa corrida contra o tempo como anuncia o ministro do Emprego, Maurizio Sacconi. “A luta tem um tempo. Seria uma falha grave se resolvêssemos as negociações tarde demais. Desejo uma solução rapidamente”, disse.

No fim-de-semana a empresa anunciou estar com dificuldades em comprar combustivel para manter os aviões no ar. Desde 1999 que a Alitália não dá lucro.