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Protestos marcam primeira cimeira europeia dedicada à etnia cigana

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Protestos marcam primeira cimeira europeia dedicada à etnia cigana

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O censo de que está a ser alvo a população cigana em Itália suscitou protestos na primeira cimeira europeia dedicada a esta etnia. Uma reunião que aconteceu na terça-feira, duas semanas depois de a União Europeia ter dado luz verde à polémica medida do Governo italiano.

Coube ao presidente da Comissão Europeia abrir a cimeira. “As políticas públicas dirigidas aos ciganos devem destinar-se sobretudo à dura realidade das suas vidas. O que nós precisamos é de apoio activo para a educação das crianças ciganas, para uma procura de trabalho sensível à sua cultura, ou para a promoção do legítimo auto-emprego através da gestão, do micro-crédito e de outros instrumentos”, defendeu Durão Barroso.

A presidência francesa da União Europeia comprometeu-se a apresentar propostas para acções concretas a favor dos ciganos, na cimeira europeia de Dezembro. “Estamos a trabalhar para pôr fim às proibições de circulação dos ciganos e à necessidade de viverem três anos num sítio para terem direito de voto. Eu desejo que todos os ciganos possam votar e que este período seja reduzido. Queremos também que os ciganos tenham um bilhete de identidade”, disse a ministra francesa Christine Boutin.

Com o patrocínio do presidente da Comissão Europeia e da presidência francesa do Conselho da União Europeia, a cimeira reuniu representantes de comunidades ciganas, de vários países e do executivo comunitário, a fim de debaterem problemas e soluções para a integração desta etnia.