Última hora

Última hora

Segunda-feira negra em Wall Street

Em leitura:

Segunda-feira negra em Wall Street

Tamanho do texto Aa Aa

Desde os atentados de 11 de Setembro que as bolsas internacionais não viviam um dia tão negro como o de ontem.

A falência do banco Lehman brothers e a incerteza sobre o Merril Lynch e o America International Group levaram à intervenção dos bancos centrais de Washington a Tóquio, passando por Berlim.

Wall Street encerrou em queda abaixo dos 4%, arrastando consigo várias bolsas, num dia negro para os títulos de bancos e seguradoras em todo o planeta.

Para o analista David Wysss, “a situação aumenta as dúvidas em torno de quem será o próximo da lista, onde figuram empresas como o America Internacional Group ou a Washington Mutual”.

Em Washington, o Secretário de Estado do Tesouro, Henry Paulson tentou dissipar os temores dos investidores em torno de uma recessão e de uma possível subida das taxas de juros, anunciando o reforço dos controlos sobre as instituições financeiras não bancárias.

“Como sabem é num contexto difícil para os mercados financeiros que tentamos corrigir os excessos do passado. Mas os americanos podem continuar a confiar na saúde e solidez do nosso sistema financeiro”.

O Lehmans brothers, em tempos o quarto maior banco de investimentos dos Estados Unidos, foi colocado ontem sob tutela judicial à luz da lei das falências.

A instituição que resistira à grande depressão de 1929, sucumbiu à crise dos subprimes, face a uma dívida de 613 mil milhões de euros, mais de 90% dos activos do grupo.