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Crise dos subprimes conduz a ordem de despejo em Nova Iorque

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Crise dos subprimes conduz a ordem de despejo em Nova Iorque

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Na sede do Lehman Brother’s, os funcionários do banco começaram ontem a recolher os seus pertences.

A falência da instituição centenária colocou mais de 26 mil pessoas no desemprego.

Esta manhã as reacções à porta da sede do banco assemelhavam-se às dos refugiados de um furacão.

“Penso que temos de manter o espírito de entreajuda, para que cada um possa saír da melhor forma desta situação difícil”, afirma um empregado.

O vento de crise que sopra agora em Wall Street, anuncia o fim de um ciclo de lucros chorudos no mercado de crédito imobiliário.

“Estou preocupado antes de mais com as pessoas que vão perder o emprego, tanto no Lehman como no Merril, mais do que pensar se a empresa teve o que merecia ou não. Há que ressaltar o lado humano desta crise”, afirma um transeunte.

Enquanto em Wall Street se especula sobre o nome do próximo gigante arrastado pela crise, os analistas sublinham que perder faz parte das regras do jogo.

Várias empresas multiplicam por estes dias as propostas de trabalho junto dos empregados das empresas afectadas.

O símbolo do urso promete agora substituir o do touro que durante mais de uma década encarnou a investida possante do sector.