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Fim da coligação gera nova crise na Ucrânia

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Fim da coligação gera nova crise na Ucrânia

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Com o fim da coligação governamental, abre-se uma nova crise política na Ucrânia. A aliança entre as formações do presidente Viktor Iuschenko e da primeira-ministra Iulia Timochenko rompeu-se no início de Setembro, com o chefe de Estado a acusar a chefe do Governo de aproximação ao Partido das Regiões, principal formação da oposição.

Acabado hoje o prazo para um entendimento, o presidente do Parlamento decretou a dissolução do executivo. O próximo mês será de difíceis negociações para encontrar um Governo viável, caso contrário serão convocadas as terceiras eleições em três anos.

A primeira-ministra deve agora apresentar a demissão e exercer entretanto funções de forma interina. Timochenko garante que o executivo “vai continuar a trabalhar, apesar das tempestades”.

Nas ruas de Kiev, as opiniões reflectem pessimismo e desencanto com o panorama político ucraniano. Uma residente da capital diz que “a situação vai manter-se, com a mesma luta pelo poder e pelo dinheiro”.

Outro residente defende que “é mais uma crise política gerada pelo actual sistema político. Enquanto se mantiver o mesmo sistema, continuará a provocar crises políticas”. Os analistas apontam como hipóteses mais prováveis uma aliança entre Timochenko e a oposição pró-russa ou a realização de novas eleições.