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Crise financeira reforça argumentos sociais de Barack Obama

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Crise financeira reforça argumentos sociais de Barack Obama

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A crise financeira nos Estados Unidos reabriu o debate em Washington em torno dos limites da intervenção do estado sobre a economia.

As operações de resgate dos gigantes do crédito Fannie Mae e Freddie Mac e agora da seguradora AIG, são vistas como uma “nacionalização” num sistema até hoje orgulhosamente liberal.

Em plena campanha eleitoral, os dois candidatos à presidência centram os discursos sobre o reforço do papel regulador do estado para minorar o impacto social da crise.

John McCainn apelou ao fim do que chamou de “cultura de casino em Wall Street”, lamentando que, “enquanto uns ficam sem nada, os que contribuíram para a crise são despedidos com dezenas de milhares de dólares de indemnização”.

Na política de não intervencionismo da Reserva Federal norte-americana há, desde há semanas, uma nova prioridade, a de evitar o risco de uma quebra do sistema financeiro mundial, que vai de encontro à política social dos democratas.

Barack Obama ressaltou ontem que, “a reserva federal tem de assegurar um plano para proteger as famílias. Tem de promover a capacidade da nossa economia em criar empregos bem remunerados e ajudar os americanos a pagar as contas e a poupar dinheiro, em vez de proteger os accionistas e gestores da AIG.

No dia em que Wall Street encerrou no nível mais baixo dos últimos três anos, os ventos da tempestade são de feição para Obama, que conta com 48% de intenções de voto, cinco pontos acima de McCainn.