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Congresso americano recusa cheque para a crise finaceira

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Congresso americano recusa cheque para a crise finaceira

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O anúncio de injecções de capital para salvar os bancos norte-americanos vai impondo algum controlo aos mercados bolsistas mas a aplicação das medidas enfrenta reticências do Congresso.

Em Washington, uma comissão de assuntos bancários recusa-se a passar o cheque pretendido pelo Tesouro e pela Reserva Federal dos Estados Unidos. O senador republicano Richard Shelby afirma que “ não acredito que nós possamos resolver esta crise gastando uma enorme quantidade de dinheiro em más hipotecas. Está na altura de esta administração, de este Congresso, fazerem um atrabalho abrangente e um plano praticável para resolver a crise antes de desperdiçarmos 700 mil milhões de dólares de dinheiro dos contribuintes”.

Apesar das reservas dos senadores, tanto do lado republicano como dos democratas, o presidente da FED Ben Bernanke não poupou argumentos para justificar a urgência das medidas. “Se os mercados de crédito não funcionam, há empregos em risco, a taxa de desemprego vai aumentar, mais casas vão ser penhoradas e a economia não será capaz de recuperar de uma forma saudável, independentemente de outras medidas que possam ser postas em prática”, concluiu.

Enquanto os responsáveis políticos procuram soluções para os problemas financeiros, outras autoridades seguem o rasto de possíveis causas para a ruina do sector hipotecário.

O FBI está a investigar as holdings Freddie Mac, Fannie Mae, e Lehman Brothers e ainda a falida seguradora American International por eventuais fraudes, e alguns dos seus executivos de topo poderão ser acusados de fornecer informação inadequada.