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Finlândia de luto enquanto repensa legislação de porte de armas

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Finlândia de luto enquanto repensa legislação de porte de armas

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Bandeiras a meia haste por toda a Finlândia para assinalar um dia de luto decretado pelo Governo, depois do segundo tiroteio numa escola em menos de um ano.

Matti Saari, de 22 anos, matou ontem dez pessoas num centro de formação profissional da pequena localidade de Kauhajoki antes de cometer suicídio.

Um crime em tudo semelhante ao de Novembro de 2007, quando um aluno de 18 anos matou oito pessoas num liceu de Jokela.

Ambos anunciaram as intenções através de vídeos colocados na Internet.

Uma das grandes interrogações da investigação em curso é saber porque razão a polícia local – que interrogou Saari um dia antes da matança e depois de tomar conhecimento do vídeo – não o considerou perigoso, nem confiscou o revólver e a licença de porte de arma do jovem.

O Governo já prometeu equacionar um reforço da legislação, nomeadamente através da proibição do uso privado de pistolas e do aumento dos requisitos para a posse de armas de caça. O incidente do ano passado já tinha levado o executivo a propor o aumento da idade mínima para a aquisição de uma arma dos 15 para os 18 anos, embora a medida ainda não tenha entrado em vigor.

A Finlândia é o terceiro país do Mundo com maior número de armas de fogo por habitante.

Mas, na opinião de um estudante finlandês, “o problema não reside nas armas ou na Internet. Está nas doenças mentais, no isolamento. É um problema nacional”.

Segundo o Livro Verde da Comissão Europeia sobre saúde mental, há 40 vezes mais internamentos não voluntários em estabelecimentos psiquiátricos na Finlândia que em Portugal.