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Extrema-direita com força na Áustria

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Extrema-direita com força na Áustria

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A extrema-direita apresenta-se aos eleitores com a segurança que lhe dá o descontentamento geral dos eleitores por causa da degradação económica e da inflação galopante.

O BZÖ de Jorg Haider e o FPÖ de Heinz-Christian Strache rivalizam em retórica populista para se apresentarem como campeões dos “direitos dos verdadeiros austríacos”.

Neste país de 8,4 milhões de habitantes, 1,4 milhões de origem estrangeira, principalmente jugoslava e turca, a imigração e a integração estão na primeira linha da batalha política.

O FPÖ propõe a criação de um ministério de repatriação de estrangeiros e acabar com a imigração, o que conforta algumas eleitoras. “Espero que enviem os estrangeiros para casa”… E logo uma outra acrescenta: “Eu também”.

Os maiores de 16 anos que votam pela primeira vez, vestem t-shirts que misturam o significado da imagem de Ché Guevara com a do seu líder, Heinz-Christian Strache.

Da tribuna de orador, ele fustiga os candidatos do conservador ÖVP e os sociais-democratas do SPÖ, os partidos da coligação do executivo cessante. “Está a aumentar o número de pobres, isto é política anti-social. Vamos acabar com estes políticos e a falta de sensibilidade social, chamem-se eles Molterer ou Faymann. Têm de se retirar”.

Temas defendidos também por Jörg Haider, antigo líder do FPÖ, antes de fundar o BZÖ, em 2005. Sem, muitas diferenças do rival da extrema-direita, Haider jogou a carta da experiência no governo federal e como governador da região da Caríntia, desde 1999.

Assume sem falsa modéstia, ser o único político austríaco que aplicou, na Caríntia, o chamado programa contra a subida de preços.

Lembrando a todos a luta contra a inflação nos últimos 15 anos, Haider tenta credibilizar-se para responder â principal preocupação dos austríacos e avançar como principal parceiro numa coligação.