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Comissão parlamentar de ambiente quer tolerância zero para carros poluentes

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Comissão parlamentar de ambiente quer tolerância zero para carros poluentes

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Tolerância zero para os carros poluentes. É o que quer a comissão de Ambiente do Parlamento Europeu, que rejeitou o compromisso alcançado pela sua congénere da Indústria, que permitia uma maior flexibilidade face ao objectivo de Bruxelas. A saber: que, em 2012, os carros novos emitam um máximo de 130 g de CO2 por quilómetro percorrido, contra os actuais 160.

Para os verdes, é um passo na boa direcção. “Os preços do petróleo e o aquecimento global” – diz a eurodeputada verde alemã Rebecca Harms – “indicam que chegou o momento de avançar para carros mais pequenos, mais eficientes e mais amigos do ambiente. E os fabricantes que recusaram aceitar isso vão ficar a perde no mercado mundial, porque o futuro são os carros pequenos e eficientes.” Para os verdes, é um passo na boa direcção. “Os preços do petróleo e o aquecimento global” – diz a eurodeputada verde alemã Rebecca Harms – “indicam que chegou o momento de avançar para carros mais pequenos, mais eficientes e mais amigos do ambiente. E os fabricantes que recusaram aceitar isso vão ficar a perde no mercado mundial, porque o futuro são os carros pequenos e eficientes.”
O compromisso, que tinha recebido o acordo dos dois principais grupos políticos do Parlamento, os populares e os socialistas, alargava o prazo até 2015. Mas a aliança ad-hoc formada entre eurodeputados liberais, verdes e alguns socialistas que não respeitaram o sentido do voto do partido, conseguiu inverter a situação.

Para o relator da proposta, o socialista italiano Guido Sacconi, agora há que esperar pelo voto na sessão plenária de Novembro.“A comissão parlamentar de Ambiente expressou, por uma larga maioria, uma posição que refuta – pelo menos, em parte – o compromisso que tínhamos alcançado”, diz. “Por isso, não vejo outra alternativa.”

Esta directiva sobre as emissões dos carros novos não é, de todo, consensual. A Alemanha, por exemplo, enquanto país produtor de grandes cilindradas – mais poluidoras, portanto -, tem feito lóbi em defesa da sua indústria.