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Desconfiança na coligação governamental deverá favorecer extrema-direita austríaca

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Desconfiança na coligação governamental deverá favorecer extrema-direita austríaca

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Seis milhões e trezentos mil austríacos são chamados às urnas, no domingo, para eleger um novo governo e parlamento, na sequência da ruptura em Julho da coligação formada pelos sociais-democratas do SPO e dos conservadores do OVP.

O escrutínio deverá ficar marcado pelo reforço dos partidos de extrema-direita austríacos, devido ao cepticismo e à desconfiança que reinam em torno dos partidos tradicionais, no poder.

De acordo com as últimas sondagens, o Partido Liberal Austríaco, dirigido por Heinz-Christian Strache, pode chegar aos 20 por cento, o dobro das últimas eleições.

Ao FPO de Strache, que tem subido nas sondagens com um discurso xenófobo, anti-europeu e que promete defender o “homem da rua” dos grandes interesses corporativos, junta-se o BZO de Jorg Hider, antigo mentor do líder populista, que poderá chegar aos oito por cento dos votos.

Os sociais-democratas do SPO, vencedores em 2006, poderão descer de 35,7 para 29 por cento. O outro partido da coligação, o conservador, OVP poderá passar dos 34 para os 26 por cento dos sufrágios.