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Petição a favor de Bruxelas

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Petição a favor de Bruxelas

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Um grupo de eurodeputados entregou uma petição, para que termine a itinerância do Parlamento Europeu, entre Bruxelas e Estrasburgo.

Querem que aquele orgão funcione exclusivamente em Bruxelas, onde está sediada a maioria das instituições.

Têm o apoio de 1.300.000 cidadãos.

Fréderique Reis, a eurodeputada liberal belga, diz que esta iniciativa é oficial, o que nunca tinha acontecido:

“Contrariamente às iniciativas anteriores, a grande petição que recolheu 1.300.000 assinaturas até ao momento, ou outras iniciativas mais oficiosas e, portanto, mais anónimas, mas que deram sempre resultados maioritários, a favor do repatriamento das sessões para Bruxelas, esta iniciativa, como estava dizer, é oficial. Será um documento oficial do Parlamento Europeu e é claro que as pessoas devem colocar a assinatura ao lado do nome, porque aqui não há qualquer espécie de secretismo. O problema não é isolar a França. A França está isolada nesta questão, pela vontade de não discutir o assunto”.

Por acordo entre a União e a França, o Parlamento está obrigado instalar-se em Estrasburgo, durante 48 dias por ano.

Isto obriga à transferência, uma vez por mês, de toneladas de papel e equipamentos, para além dos deputados e respectivos grupos de apoio.

Os custos ascendem a 200 milhões de euros por ano.

Os camiões que asseguram o transporte debitam 20 mil toneladas de CO2.

Mas há interesses em jogo, como r4econhece o analista Sebastian Kurpas:

“Como é que esta situação vai evoluir? É difícil prever. A França, certamente, não está de acordo porque tem benefícios e não os vai largar, por nada. Se isto de facto acontecer, o Governo francês vai exigir uma recompensa”.

Estrasburgo tem um valor simbólico importante, racionalmente, pouco defensável.