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Crise e política externa marcam primeiro debate entre Obama e McCain

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Crise e política externa marcam primeiro debate entre Obama e McCain

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No primeiro de três duelos televisivos entre os candidatos à Casa Branca, coube ao democrata Barack Obama iniciar as hostilidades. E o senador de Ilinóis não desperdiçou a oportunidade de atacar o rival republicano: “Este é o veredicto final de oito anos de políticas económicas falhadas promovidas por George W. Bush e apoiadas por McCain”.
“O importante é que vimos republicanos e democratas sentarem-se à mesma mesa, negociarem juntos e aparecerem com um pacote”, contrapôs McCain.
A guerra do Iraque foi outro dos temas quentes. Obama defendeu a retirada total das tropas em 16 meses e o envio de mais soldados para o Afeganistão.
“O Senador Obama ainda não percebeu bem. Se falharmos no Iraque, isso encoraja a Al-Qaeda. Eles estabelecerão uma base no Iraque”, atacou o candidato republicano.
“Nós enfraquecemos a nossa capacidade de projectar poder em todo o mundo, porque vimos tudo através desta lente única”, contra-atacou o senador de Ilinóis.
O conflito entre Geórgia e Rússia na Ossétia do Sul também foi abordado pelos candidatos à sucessão de George W. Bush.
“Uma Rússia agressiva e em ressurgimento é uma ameaça para a paz e para a estabilidade da região. As acções deles na Geórgia foram inaceitáveis”, sublinhou Obama.
“Não acredito que vamos regressar à Guerra Fria. Tenho a certeza que não vai acontecer, mas acredito que temos de reforçar os nosso amigos e aliados. E isso não foi apenas um problema entre Geórgia e Rússia. Teve tudo a ver com energia”, disse McCain, que defendeu o nuclear, para atingir a independência energética do país e criar postos de trabalho .
Já para Obama o caminho para a auto-suficiência passa pelo aumento da produção petrolífera do país e pela aposta nas energias renováveis.