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Incerteza política na Áustria

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Incerteza política na Áustria

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Os austríacos criticaram os dois grandes partidos da coligação cessante? Os imigrantes? Ou a Europa? É difícil analisar o resultado das eleições legislativas, e em particular a subida das duas formações da extrema-direita. Juntas, têm perto de um terço dos votos e constituem a primeira força política do país.

Para alguns… o resultado é amargo: “não é nada bom”. Para outros é apenas a resposta de muitas pessoas insatisfeitas com o governo da coligação nos últimos dois anos. Mas um eleitor lembra que é de uma época em que a vitória da direita teve graves consequências.

Os sociais democratas continuam a ser a primeira força do país, mas baixaram para 29,7 por cento dos votos. O antigo aliado, o Partido Popular, ficou a seguir, com mais de 25%.

Juntos, os antieuropeístas FPÖ, de Strache, e a Aliança para o futuro da Áustria, de Jorg Haider, têm mais votos do que as outras forças políticas. No ano 2000, a participação de Jorg Haïder no governo acarretou sanções políticas contra a Áustria dos 14 membros da União Europeia. Esta segunda-feira, a reacção em Bruxelas foi prudente. “Estamos todos impacientes para continuar a ter a Áustria como parceiro importante e construtivo no seio da União Europeia.”.

Hans Christian Strache, líder do FPÖ e Jorg Haïder do BZÖ exultaram de alegria e distribuíram sorrisos vitoriosos, prometendo uma nova era. Mas o que vai acontecer ainda é uma incógnita porque, mesmo com aliados, não conseguem governar sozinhos. E quem os quer numa coligação?

Entretanto, é de colocar a hipótese de nova tentativa e fracasso de uma grande coligação com os dois partidos que não se entenderam nos últimos 18 meses.

A realização das eleições antecipadas deveu-se à ruptura, em Julho, da coligação esquerda-direita pro causa das divergências quanto à reforma fiscal e às medidas para aliviar a escalada dos preços dos alimentos e da energia.