Última hora

Última hora

Impasse político em Washigton agrava crise financeira

Em leitura:

Impasse político em Washigton agrava crise financeira

Impasse político em Washigton agrava crise financeira
Tamanho do texto Aa Aa

Os custos políticos do plano Paulson primaram sobre as preocupações em torno da crise financeira, na votação de ontem na câmara dos representantes em Washington. O chumbo do projecto de resgate do sector bancário foi apoiado por dois terços da bancada republicana e 40% dos democratas.

Se uns recusam o intervencionismo do estado sobre a economia, outros, como recordou ontem Barack Obama, mantém reservas sobre o recurso a 700 mil milhões de dólares do erário público para corrigir a imprudência de Wall Street.

Durante um comício no Colorado, Obama pediu ao Congresso para que, “não deixe escapar esta oportunidade”, apelando à união de republicanos e democratas. O senador do Illinois afirmou que, depois de estabilizar os mercados “é necessário assegurar que os cidadãos norte-americanos estão a receber o mesmo tipo de ajuda que Wall Street.

O impasse em torno da aprovação do plano afecta seriamente o candidato republicano à presidência. John McCainn tinha decidido suspender a campanha até ser encontrada uma solução para a crise financeira.

“Peço ao Congresso que retome os trabalhos e ponha fim à actual crise. Os nossos líderes têm de pôr de lado as divisões partidárias e regressar à mesa das negociações para resolver os problemas do país”, afirmou ontem McCainn, que acusou Obama de ter feito da votação, “uma questão partidária”.

O principal derrotado da votação de ontem é o presidente George Bush, que se mostrou decepcionado com a decisão dos deputados. O presidente norte-americano vai voltar esta tarde a dirigir-se ao país, numa derradeira tentativa para defender uma medida à qual se opõem 68% dos norte-americanos.