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Governos e CE salvam bancos

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Governos e CE salvam bancos

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Os governos da França e da Bélgica salvam o banco Dexia, à beira do colapso, com uma injecção de capital da ordem dos 6.4 mil milhões de euros. É a nova estratégia concertada dos poderes públicos – governos e União Europeia – para evitar que uma falência, arraste todo o sistema financeiro.

A divulgação do auxílio ao Dexia surgiu horas de pois de o rival Fortis ter recebido também ajuda pública dos governos da Bélgica, Holanda e Luxemburgo. O ministro luxemburguês das Finanças, Luc Frieden, disse que esta ajuda vem consolidar o sistema financeiro.

Uma crise que teve origem nos Estados Unidos, apesar das diferenças entre os dois sistemas bancários, reconhecido pelo antigo comissário europeu, Etienne Davignon: “Os bancos americanos queriam aumentar os resultados, ciom um crescimento de 10 a 15 por cento ao ano. Imaginaram produtos cada vez mais e mais sofisticados, para poder gerar estes lucros. Os bancos europeus não estão nesta situação. Os bancos europeus sofrem porque tomaram, em parte, produtos deste tipo, mas a maioria da sua actividade não estava neste sector. São bancos de retalho, bancos comerciais, bancos privados. Por isso, apenas alguns bancos europeus se encontram na situação de défice de fundos próprios que mantenha a confiaça do público”.

As bolsas europeias já deram alguns sinais de recuperação. O Banco Central Europeu, entretanto, disponibilizou 120 mil milhões de euros, para salvar os bancos em dificuldade. O presidente francês, Nicolas Sarkozy, vai reuniu-se, com banqueiros, para analisar a situação em França.

Nos próximos dias, pode haver uma reunião de alto nível europeu, em Paris. Devem participar os governos Francês, Alemão, Inglês e Italiano, a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e os ministros das Finanças da zona Euro.