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Nova intervenção estatal belga para salvar Dexia

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Nova intervenção estatal belga para salvar Dexia

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O governo belga vai intervir para salvar mais uma instituição financeira.

Depois do Fortis é agora a vez do banco franco-belga Dexia. As acções do grupo caíram ontem cerca de 30% nas bolsas de Bruxelas e Paris.

O governo federal e os representantes das regiões belgas decidiram, esta madrugada, aumentar o capital do banco Dexia.

O chefe de Governo afirma ter chegado a acordo com os três governos regionais e accionistas do banco. Yves Leterme diz que serão adoptadas “as medidas necessárias para salvaguardar os interesses dos cidadãos com poupanças e do grupo financeiro considerado essencial para a economia belga.”

A intervenção estatal permitiu salvar quatro bancos europeus nos últimos dias. Esta segunda-feira os governos da Holanda, Bélgica e Luxemburgo nacionalizavam parte do capital do Fortis.

Moscovo procura evitar que a crise bata à porta e anuncia novas medidas. O Kremelin vai criar uma linha de crédito no valor de 50 mil milhões de dólares, à qual se podem candidatar bancos ou empresa com dívidas ao estrangeiro adquiridas até finais de Setembro.

As instituições financeiras europeias foram apanhados pelos efeitos da falência do quarto maior banco dos Estados Unidos, o Lehmans Brothers.

Ontem, as autoridades reguladoras norte-americanas anunciaram a venda dos activos bancários do Wachovia – a quarta maior instituição do país em activos – ao concorrente Citigroup.

Antes mesmo da inesperada rejeição, mais três bancos europeus foram
salvos pelo Estado da falência (Fortis, Hypo Real State e o Bradford & Bingley)
e em que o Citigroup anunciou ter chegado a acordo para comprar o norte-americano
Wachovia