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Persiste a incerteza na Europa

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Persiste a incerteza na Europa

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As injecções de capitais públicos em três bancos europeus não foi, suficiente, para acalmar dúvidas e incertezas. O belgo-holandês Fortis, o britânico Bradford & Bingley e o belgo-francês Natixis foram os primeiros a passar para o controle estatal.

Apesar a confiança abalada, os analistas continuam a pensar que os bancos europeus, são mais sólidos que os americanos: “O sistema bancário europeu, e em especial o da zona euro é muito mais sólido que o americano, quer seja inglês ou suíço. Penso que,’ neste momento, existe uma grande oportunidade de os bancos da zona euro superarem a crise e assumirem a liderança mundial. O problema é que, hoje, realmente não sabemos o que há nos balanços dos bancos europeus”, disse Frabrizio Petrucci, jurista italiano, especializado em questões bancárias.

O espanhol Santander aparece como um banco forte, capaz de assumir activos de outras congéneres em dificuldade. Foi o caso do britânico Bradford & Bingley. Em Itália, o Intesa Sanpaolo suspendeu a actividade, para travar a queda dos activos. Uma consequência dos rumores de perda de liquidez que atingiram o seu rival, o Unicredit.

O ministro da Economia, Giuli Tremonti fez uma declaração, garantindo que que a liquidez dos bancos italianos está em níveis adequados. Mas o mercado mantém-se céptico. Para devolver confiança, Comissão Europeia já suavizou as regras da concorrência, de modo a permitir mais ajudas públicas, a bancos em dificuldade. Bruxelas quer fazer parte da solução e não do problema, como disse a Comissária para a Concorrência.