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União Europeia ensaia primeiras respostas à crise

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União Europeia ensaia primeiras respostas à crise

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A União Europeia começa lentamente a despertar do torpor da crise financeira, depois de se ter negado a adoptar um plano “à americana”.

O presidente da zona euro, Jean Claude Junker afirmou hoje que quer uma resposta mais forte de Bruxelas, após ter revisto em baixa as perspectivas de crescimento económico na zona euro para apenas 1%.

“Não podemos prosseguir com esta estratégia de resolver caso por caso, necessitamos de uma abordagem mais sistemática ao nível da zona euro e da União Europeia”, afirmou o também primeiro-ministro luxemburguês.

A reunião do Banco Central Europeu, marcada para quinta-feira e a cimeira extraordinária dos países do G8, no Sábado, vão tentar concertar posições, depois de países como a França, a Alemanha ou a Holanda terem já intervido junto de bancos afectados pela crise.

Um analista sublinha no entanto que, “até hoje incentivamos os bancos a tornarem-se europeus, mas não criamos uma estrutura de supervisão ao nível europeu, e esta área continua a ser do domínio nacional, sem ser suficientemente integrada. Os responsáveis do BCE afirmam que estão a ajudar os mercados mas não temos qualquer informação concreta sobre a solidez do sistema financeiro.

Depois de vários estados europeus terem intervido individualmente para salvar bancos como o franco-belga Dexia, ou o italiano Unicredit, a comissão europeia apresenta hoje um pacote de medidas para regular o sector bancário.

O plano limita a participação dos bancos em sociedades interbancárias a 25% do capital próprio, prevê a partilha com os compradores do risco dos títulos de dívida recondicionada e a criação de comités transfronteiriços de supervisão bancária.

Medidas antes de mais terapeuticas, distantes do intervencionismo que continua a fazer vacilar o liberalismo norte-americano.