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Cacofonia europeia em torno de soluções para a crise financeira

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Cacofonia europeia em torno de soluções para a crise financeira

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O Banco Central Europeu está reunido desde esta manhã em Frankfurt para discutir medidas para fazer face à crise financeira.

O presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, que deverá manter a taxa de juro inalterada em 4,25%, continua a opor-se a uma intervenção “à americana”, defendendo a independência do banco relativamente ao poder político.

Mas, com os efeitos da crise a atravessarem o Atlântico, a Europa mostra-se dividida quanto às soluções a adoptar.

Para o presidente do Deutsche Bank, Josef Ackermann, “se os Estados Unidos aprovarem o plano Paulson, é importante que a Europa adopte medidas similares”.

A ideia de criar um fundo de ajuda aos bancos europeus deverá ser debatida, em Paris, na cimeira extraordinária dos países europeus do G7, convocada para Sábado pela presidência francesa da União.

E se França nega ter feito a proposta e Alemanha recusa-se a segui-la, fontes diplomáticas sublinham que o projecto não passa pela criação de um fundo europeu, mas por um modelo comum de resposta a aplicar a nível nacional.

Para lá da protecção da banca, os 27 querem salvaguardar os depósitos bancários, como a Irlanda que aprovou hoje a criação de um fundo de garantia atribuído aos seis bancos nacionais.

Ontem, a Comissão Europeia tinha proposto a criação de um organismo de supervisão do sector bancário, assim como novos limites à exposição do capital do sector aos chamados “activos tóxicos”.

O presidente da Comissão, José Manuel Durão Barroso, afirmara ontem que, “a Europa tem de assumir as suas responsabilidades”, tendo apelado os 27 a tentarem chegar a uma “resposta coordenada, clara e articulada”.