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Brown põe de lado desavenças com Mandelson

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Brown põe de lado desavenças com Mandelson

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Até 1994, eram bons amigos até que Peter Mandelson apoiou a eleição de Tony Blair para a liderança dos trabalhistas, em detrimento de Gordon Brown.

Para piorar as coisas, em 1999, um jornal britânico revelou uma carta em que Mandelson – um dos principais arquitectos da viragem ao centro dos trabalhistas – pedia a Brown para não se candidatar à chefia do partido.

Mas numa altura em que a popularidade do Labour bate minímos históricos, Gordon Brown vê-se obrigado a pôr de lado as desavenças do passado.

A situação económica é a principal fonte de pressão para o primeiro-ministro britânico.

Face à crise, Brown optou por uma figura com larga experiência no comércio e nas finanças internacionais.

Uma escolha que não é consensual no interior do partido.

Mandelson exerceu funções duas vezes nos governos de Tony Blair e duas vezes, em 1998 e 2001, foi obrigado a demitir-se após uma série de controvérsias.

Os deputados mais à esquerda no seio dos trabalhistas não lhe perdoam o facto de ter mudado o partido.

Opinião diferente tem um antigo assessor de Mandelson. Derek Draper considerou que “Brown foi suficientemente forte para pôr de lado as querelas de há catorze anos e deseja apenas estar rodeado pelas melhores pessoas”.

O ministro da Justiça, Jack Straw, considerou que a pasta do comércio é o cargo ideal para Peter Mandelson, que aos 55 anos volta pela terceira vez ao governo.