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Adopção do Plano Paulson não anima mercados

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Adopção do Plano Paulson não anima mercados

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Nem a promulgação do plano Paulson por parte de George W. Bush trouxe ânimo aos mercados de valores norte-americanos.

A falta de confiança e o nervosismo dos investidores, provocados por novos índices macroeconómicos negativos, arrastaram Wall Street para o vermelho. O Dow Jones encerrou a recuar 1,5 por cento. O índice tecnológico Nasdaq recuava 1,48 por cento.

O analista Art Hogan explica que “os mercados já estão concentrados no que está para lá da assinatura do plano Paulson e ao fazerem-no apercebem-se de que a conjuntura é má e isso reflecte-se nos resultados. Os mercados estão contentes por terem o plano Paulson, mas não se trata de uma galinha dos ovos de ouro e por isso não vai provocar celebrações enormes.”

Depois de terem reprovado o plano elaborado pelo secretário do Tesouro, Henry Paulson, na segunda-feira, os deputados norte-americanos aproveitaram o balanço dado ontem pelo Senado e aprovaram a versão revista do documento esta sexta-feira por 263 votos contra 171.

A nova versão do texto dedica mais de 100 mil milhões de dólares em benefícios fiscais para a classe média e empresas.

Esta sexta-feira ficou ainda marcada pela compra do Wachovia, à beira do colapso, pelo Wells Fargo. A operação custou 15,1 mil milhões de dólares. E pela divulgação de que em Setembro a economia norte-americana perdeu 159 mil empregos, resultado que superou todas as previsões dos analistas.