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Líderes europeus pedem flexibilização na aplicação das regras comunitárias

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Líderes europeus pedem flexibilização na aplicação das regras comunitárias

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Uma mini foto de família de uma mini cimeira que teve como objectivo encontrar soluções consensuais para a crise financeira na Europa.

Os líderes das quatro maiores economias europeias, Alemanha, Reino Unido, França e Itália, juntamente com os presidentes da Comissão Europeia, Durão Barroso, do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, e do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, estiveram reunidos no Palácio do Eliseu, em Paris, a convite do chefe de Estado francês, Nicolas Sarkozy.

Na tradicional conferência de imprensa, a chanceler alemã, Angela Merkel, defendeu que “as lições que se podem tirar da actual situação são, em primeiro lugar, punir os responsáveis e, em segundo lugar, definir regras para que uma nova crise do género não aconteça no futuro.”

Após as divisões dos últimos dias sobre a eventual criação de um fundo para evitar a falência das instituições bancárias europeias, os líderes do velho continente, na pessoa de Sarkozy, proposuram que, “tendo em conta as excepcionais circunstâncias económico-financeiras actuais, a Comissão Europeia deve mostrar-se flexível em matéria de atribuição de ajudas do Estado às empresas, seguindo os princípios do mercado único.”

Os chefes de Estado e de governo dos quatro países europeus do G8 prometeram ainda que vão fazer tudo para garantir o equilíbrio e a estabilidade do sistema bancário e financeiro.

Na última semana os líderes europeus não conseguiram ter uma acção concertada. A Irlanda e a Grécia optaram por dar garantias ilimitadas aos seus bancos para proteger os depósitos bancários, à revelia dos parceiros do velho continente. A medida foi alvo de muitas críticas por parte dos estados-membros vizinhos.