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UE ataca crise financeira reforçando fundos de garantia

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UE ataca crise financeira reforçando fundos de garantia

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Esta terça-feira, a crise nas bolsas europeias foi manchete em todos os jornais. Apesar dos anúncios dos governos, o pânico tomou conta dos mercados e teme-se que atinja também os particulares, apesar de, até agora, terem reagido calmamente. O que está em jogo é evitar que os investidores retirem o dinheiro depositado nos bancos.

Neste sentido, a Europa deu uma resposta clara aos cidadãos. O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, explicou que não é apenas uma questão de injectar liquidez, é preciso injectar credibilidade na resposta europeia. Por isso pediu aos Estados membros uma colaboração mais próxima.

Daí a criação do fundo de garantia dos depósitos, uma espécie de seguro que as instituições financeiras de um Estado quotizam e que permite, em caso de falência, indemnizar o cliente. O primeiro sistema nasceu em 1933 nos Estados Unidos, durante a Grande Depressão.

Hoje, todos os Estados europeus têm um fundo idêntico mas com reembolsos diferentes. Alguns países, entre eles a Espanha, a Itália e a Irlanda, vão apostar num valor mínimo de 100 mil euros. Mas a Alemanha dá uma garantia de 100 por cento do depósito dos clientes.

A União Europeia acordou aumentar para 50 mil euros o montante mínimo de garantia bancária em caso de falência da instituição bancária, em vez dos 20 mil euros, inicialmente acordados.

A iniciativa visa tranquilizar os cidadãos, mesmo se para alguns a questão da quantia garantida colocar um problema.

Como afirma um financeiro, a geração mais velha está genuinamente preocupada com a hipótese de perder as poupanças e, há que dizê-lo claramente, se essas pessoas colocarem tarnches de 35 mil euros em diferentes bancos vão ser sempre reembolsadas, já que há uma compensação limite para cada caso.

Em caso de falência do sistema o fundo não serve para cobrir as poupanças de todo um país, mas o que urge, agora, é restaurar a confiança para evitar uma repetição da crise de 1929. Nessa altura quando os clientes retiraram as economias dos bancos e provocaram falências em cadeia no sector.