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Voto sobre emissões acentua divisão entre defesa do ambiente e defesa da indústria

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Voto sobre emissões acentua divisão entre defesa do ambiente e defesa da indústria

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Durante todo o dia, um grupo de ecologistas manifestou-se em Bruxelas, frente ao Parlamento Europeu, onde decorria o voto sobre a luta contra as alterações climáticas. As várias organizações participantes receavam que os eurodeputados cedessem à pressão do lóbi da indústria.

Tal não aconteceu, mas os manifestantes ainda não se sentem completamente tranquilizados. “O copo está meio cheio ou meio vazio – depende de como vemos as coisas”, diz Delia Villagrasa, da WWF, que acrescenta: “Penso que numa das leis propostas, sobre as reduções das emissões que os países devem fazer, o voto correu relativamente bem. O Parlamento enviou um sinal muito claro aos Estados membros de que devem realmente fazer um esforço para reduzirem as suas emissões.”

Para os defensores da indústria europeia, os votos correm muito mal. Um grupo de eurodeputados conservadores viu goradas as suas esperanças de isentar a indústria do pagamento das autorizações de poluir. Resultado, “a indústria europeia tem agora de correr no mercado mundial com sapatos de chumbo – muito, muito pesados. Ao passo que os Estados Unidos correm de ténis. Não é justo”, diz o conservador alemão Karl-Heinz Florenz.

Karl-Heinz Florenz. Mas como nem todos os conservadores estavam de acordo, o grupo acabou por sair muito dividido, do voto. Para uma das relatoras, a conservadora Avril Doyle, isso não é grave, já que valores mais altos se levantam: “Penso que temos uma boa plataforma a partir da qual podemos avançar e estou ansiosa pelas próximas negociações. Não é a última palavra, mas é um bom início.”

Um início que passa ainda pelo meio do voto em sessão plenária. E o fim em vista é que os Estados membros cheguem a um acordo, na Cimeira de Dezembro. A bem do planeta.