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Rússia reaproxima-se da UE após retirar tropas na Geórgia

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Rússia reaproxima-se da UE após retirar tropas na Geórgia

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Rússia e União Europeia tentaram hoje sarar as feridas de guerra, na estância termal francesa de Evian, à margem de uma conferência sobre política internacional.

Dois meses depois início do conflito na Geórgia, o presidente russo anunciou que os seus militares vão retirar-se do país até ao final do dia, antes do prazo previsto pelos acordos de paz.

Uma forma de assinalar a reaproximação a Bruxelas, com quem as negociações do próximo acordo de cooperação bilateral deverão ser retomadas nos próximos dias.

Dmitry Medvedev afirmou que: “Espero que o conflito do Cáucaso pertença agora ao passado e quero sublinhar o papel construtivo da União Europeia na busca de vias diplomáticas para resolver a crise, ao contrário do que fizeram outros países como os Estados Unidos”.

O chefe de Estado francês, que assume a presidência da União Europeia, lembrou que, “na Europa e fora dela, as interrogações e receios sobre os objectivos reais da Rússia, relativamente aos meios utilizados contra os seus vizinhos, suscitaram esta crise de confiança. E se este ambiente de desconfiança persiste, poderá ter consequências graves”.

Sob o olhar dos observadores europeus, o exército russo começou a retirar, esta manhã, dos 6 postos de controlo junto à fronteira das repúblicas separatistas georgianas. Fontes em Tbilissi afirmavam, a meio da tarde, que a retirada teria sido concluída.

Uma conferência sobre o futuro da Ossétia do Sul e Abcásia está marcada para dia 15, em Genebra, mesmo depois de Moscovo ter reconhecido a independência das regiões, violando um dos pontos do acordo de paz relativo ao “respeito da integridade territorial da Geórgia”.