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Grandes economias mantêm competitividade

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Grandes economias mantêm competitividade

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Os Estados Unidos mantêm-se na primeira posição na lista dos países mais competitivos do mundo. É uma das conclusões do novo relatório do Fórum Económico Mundial. Um relatório especial, já que é apresentado em plena altura de crise. O top 10 é composto, essencialmente, por economias europeias, como a Suíça, a Dinamarca, a Alemanha, a Finlândia ou a Holanda.

Este índice é calculado todos os anos pelo Fórum, com base em dados conhecidos e também num inquérito feito por institutos parceiros. Entre os países que subiram de posição este ano estão a França ou a Rússia. A Espanha e os Estados Unidos mantiveram os lugares do ano passado.

Vários países da Europa perderam posições. É o caso de Portugal, que está no 43º lugar, ou ainda do Reino Unido, da Alemanha ou da Itália, que caíu três posições para o 49º lugar.

Stefano Petrucci, presidente de um grupo de reflexão, tenta explicar este fraco desempenho italiano: “Nos últimos 20 anos a Itália, mesmo nos períodos em que podia avançar na competitividade europeia e mundial, acabou sempre por perder posições. O país não consegue inverter esta tendência negativa, isto porque não houve uma renovação das forças vivas da sociedade, das infraestruturas, no que toca às novas tecnologias e sobretudo em termos de evolução profissional”.

Este relatório tem uma importância maior que nos anos anteriores, dada a conjuntura mundial que se vive, com uma crise financeira que ameaça o crescimento global. O Fórum diz que a competitividade é agora mais importante que nunca.

O Fórum Económico Mundial, conhecido por organizar anualmente uma reunião em Davos, com grandes decisores políticos e económicos, tem como objectivo promover a economia de mercado a nível mundial. Isto numa altura em que são muitas as vozes a dizer que o capitalismo está em crise.

Uma das surpresas deste ano é a saída do Reino Unido do top 10, o que acontece pela primeira vez. Destaque também para o bom desempenho das economias emergentes, dos países do grupo dito BRIC – Brasil, Rússia, Índia e China.