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Manifestação anti-tourada à porta do Parlamento Europeu de Bruxelas

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Manifestação anti-tourada à porta do Parlamento Europeu de Bruxelas

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Não se pode dizer que a meteorologia de Bruxelas seja favorável a este tipo de manifestações públicas. No entanto, os fins parecem justificar os meios já que várias dezenas de activistas dos direitos dos animais juntaram-se, esta quinta-feira, à frente do Parlamento Europeu para protestarem contra as touradas.

A activista Lauren Bowey defende que “estamos no século XXI, há milhões de maneiras de nos divertirmos. Torturar animais como forma de entretenimento é extremamente cruel e incrível que tais práticas ainda existam. O que é ainda mais incrível é que o Parlamento Europeu apoia esta indústria”, conclui.

O protesto foi organizado por três grupos de luta pelos direitos dos animais: a PETA, a Anima Naturalis e a Associação Contra as Touradas. Um deputado europeu dos Verdes fez questão de marcar presença no protesto para apoiar a iniciativa.

Raul Romeva i Rueda defendeu que “há coisas específicas que o Parlamento Europeu pode fazer. Em primeiro lugar, pode divulgar esta causa, o que já está a ser feito. Em segundo lugar, pode adaptar um dos mais importantes documentos das políticas da União Europeia, que é o orçamento. Neste sentido, é também importante relembrar que não deve haver dinheiro público investido neste tipo de práticas.”

Uma tese contrariada pelo comité anti-tourada belga que afirma que o financiamento da tauromaquia ultrapassa por ano os dois milhões de euros provenientes dos subsídios agrícolas destinados aos bovinos machos e às vacas leiteiras.

Ainda de acordo com a mesma fonte, a criação de touros destinados às touradas não é identificada como tal, o que abre as portas a todo o tipo de abusos.