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BCE pede paciência para a resolução da crise financeira

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BCE pede paciência para a resolução da crise financeira

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Com a baixa das taxas de juros a não surtir efeito positivo nos mercados, o Banco Central Europeu pede mais tempo.

A medida, que em épocas normais tem efeito imediato nos mercados, não conseguiu revigorar a economia, nem nos Estados Unidos nem na Europa.

Jean-Claude Trichet, presidente do BCE, pede paciência. “Baixámos as taxas de juro de maneira extremamente substancial nos dois continentes, o europeu e o americano. É uma medida muito importante e não se devem tirar conclusões precipitadas nem esperar evoluções instantâneas”

A Reserva Federal norte-americana e o BCE baixaram esta semana as taxas directivas em meio-ponto percentual.

Para a Angela Merkel estas são boas notícias. Apesar de não concordar com o fundo comum europeu, proposto pela Itália, a chanceler alemã anunciou que vai juntar-se à França, para lutar contra a crise.

A chefe de governo diz que “as medidas levadas a cabo pelos bancos centrais são um sinal de fortalecimento económico”. Merkel quer fazer os possíveis para manter a economia real à margem da crise financeira.

A Itália também já adoptou um plano de resgate para os bancos do país. Segundo Silvio Berlusconi nenhuma instituição abrirá falência e os depósitos dos particulares estão protegidos.

Depois de ter reunido o governo, o primeiro-ministro garantiu aos italianos que podem confiar nos bancos.

“Não há que estar preocupado. Nem é preciso colocar questões do estilo: devo ir ao banco levantar o meu dinheiro? O dinheiro está mais seguro em qualquer banco italiano que debaixo da almofada”, disse Berlusconi.

Esta é a última resposta nacional para um problema mundial. Outros países da Europa já colocaram em marcha soluções parecidas.