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A crise finaceira afecta uns e benefícia outros

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A crise finaceira afecta uns e benefícia outros

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A Islândia nacionaliza o maior banco do país, o Kaupthing Bank, a terceira entidade financeira islandesa a ser resgatada pelo Estado. O primeiro-ministro não exclui a possibilidade de a Islândia precisar de auxílio do Fundo Monetário Internacional (FMI) depois de não ter conseguido obter empréstimos junto dos governos e bancos europeus. Nesta altura decorrem negociações formais com a Rússia para a obtenção de um crédito de 4 mil milhões de euros. O sistema financeiro islandês está à beira do colapso, com o montante das dívidas a superar em 12 vezes o tamanho da economia. Os Governos da Bélgica, França e Luxemburgo decidiram hoje estender ao banco Dexia uma garantia extraordinária para assegurar sua liquidez e os novos financiamentos interbancários e institucionais durante um ano renovável mais dois.

Mas na Bélgica, a provar que a crise não é para todos, existe o Triodos, um banco ético que investe apenas em produtos ecológicos como habitações ou energias renováveis. “O que nós fazemos é investir na verdadeira economia. Financiamos edifícios ecológicos, parques eólicos, projectos culturais. Não investimos em produtos saturados de obrigações ou puramente virtuais”, explicou o responsável pelo banco. Desde a crise do Fortis este banco recebe diariamente cerca de 70 novos clientes e apresenta-se como uma verdadeira alternativa para os investidores belgas.