Última hora

Última hora

Crise política sem fim à vista na Ucrânia

Em leitura:

Crise política sem fim à vista na Ucrânia

Tamanho do texto Aa Aa

O presidente Víctor Iuschenco voltou a dissolver o parlamento e a convocar eleições antecipadas, um ano depois do último escrutínio. Esgotadas as esperanças de reconciliação do bloco laranja pró-ocidental, persistem as trocas de acusações.

Iushenko diz que a primeira-ministra Julia Timoshenco tentou implantar uma ditadura e fala em traição, acusando-a de selar um pacto com o ex-chefe de Governo Victor Ianucovic.

Por seu lado, o líder do Partido das Regiões, pro-Moscovo, tem mais uma oportunidade de voltar a governar embora um cenário vitória seja difícil de prever. “Nós propusémos um acordo. Não sobre postos, mas para melhorar a vida das pessoas e desenvolver a economia. No entanto, a coligação laranja estava mais interessada em posições no executivo. Estas eleições não vão fazer bem”, declarou Ianucovic.

A caminho da terceira eleição em três anos, os ucrânianos têm motivos para estarem descrentes no processo democrático actual. A notícia da dissolução do parlamento em Kiev provocou esta quarta-feira uma queda de dez por cento das acções das companhias ucranianas mais cotadas na Bolsa de Londres.