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FMI activa ajuda de emergência para travar a crise

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FMI activa ajuda de emergência para travar a crise

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O director-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou esta quinta-feira a reactivação do mecanismo de empréstimo de emergência para os países que o solicitarem. Mas os 200 mil milhões de dólares que o FMI dispõe no imediato parecem uma gota no oceano da crise financeira mundial.

Dominique Strauss-Kanh repetiu que o problema global implica uma solução “coordenada” por parte dos Estados. Recusando a necessidade de criação de um fundo colectivo, o responsável apela a acções locais coordenadas com os outros países para que as garantias sejam as mesmas em todos os Estados de forma a evitar uma transferência de capitais de um país para outro, o que só iria agravar a crise.

Em véspera das assembleias gerais do FMI e do Banco Mundial (Bird) Strauss-Kahn voltou a alertar para uma “recessão global” iminente e que a recuperação só chegará na segunda metade do próximo ano.

Com os bancos centrais europeus a injectarem constantemente fundos nas instituições para tentar estancar a sangria, os países ricos e emergentes vão procurar este fim-de-semana coordenar acções em busca de uma solução para a crise financeira.

Os olhos do mundo vão estar voltados para as reuniões do FMI, do Banco Mundial e do G7 em Washington, onde se poderá começar a desenhar a nova ordem mundial da qual emerge o actual G20 que inclui países em desenvolvimento como o Brasil, a China, a Índia ou a Arábia Saudita.

O próprio presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, declarou que “o G7 não está a funcionar” e que é necessário alarga-lo às economias emergentes para responder às necessidades de “um novo tempo”.