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Três reuniões de crise em Washington

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Três reuniões de crise em Washington

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As principais organizações económicas e financeiras mundiais reúnem-se a partir de hoje e durante o fim-de-semana, em Washington, para discutir soluções para fazer face à crise internacional.

A reunião do G7, do FMI e do Banco Mundial ocorre depois da entrada em vigor do plano Paulson de resgate do sector bancário, e num momento em que vários países, como o Reino Unido, defendem uma intervenção similar ao nível europeu.

Mais do que uma solução global, as reuniões deverão defender uma política coordenada para proteger bancos e contribuintes.

Um segundo passo, depois dos principais bancos centrais terem decidido, em conjunto, a descida das taxas de juro de referência em meio ponto percentual.

Mas, até agora, as medidas políticas não conseguiram travar a queda das principais bolsas mundiais, de Wall Street a Moscovo.

Em um mês, a crise financeira, deu lugar a uma crise económica e de confiança na Europa, mas também nas economias emergentes, ameaçadas agora pela recessão e pela subida do desemprego.

“Uma cobertura global de segurança. É disso que os investidores precisam. É disso que os políticos continuam a falar mas até agora não tem havido uma resposta global. Muitas medidas individuais, mas na verdade os investidores esperam uma resposta comum. E há uma oportunidade este fim de semana, com as reuniões do G7 e do FMI, provavelmente as mais importantes em pelo menos uma década, provavelmente das últimas quatro décadas desde que a instituição foi criada”, afirma um analista de Wall Street.

Para a reunião do FMI, Dominique Strauss-Khan anunciou a criação de um mecanismo de empréstimos para os países menos desenvolvidos. A penúria de créditos, ameaça torná-los nas principais vítimas da crise.