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Governo britânico salva três bancos

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Governo britânico salva três bancos

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O governo britânico tornou-se no maior accionista individual de um dos maiores bancos do país, numa manobra contra a crise financeira destinada a salvar três bancos.

O executivo de Londres injectou no Royal Bank of Scotland, no HBOS e no Lloyds um total de 37 mil milhões de libras, ou 47 mil milhões de euros. Esta injecção vai ser feita através de aumentos de capital exclusivos para o Estado.

Depois da medida, o Estado vai passar a ser accionista de 60% do Royal Bank of Scotland e de 405 da entidade formada pelo Lloyds e pelo HBOS, depois de concluída a fusão que está a ser negociada.

Este plano do governo implica também a substituição dos presidentes dos três bancos. O primeiro-ministro, Gordon Brown, insistiu no papel do Estado como garante da estabilidade: “Numa altura excepcional, em que os mercados financeiros deixam de funcionar, o governo não pode deixar as pessoas sozinhas. Para os depositantes, para as pequenas empresas e para os proprietários de casas, temos que ser, num mundo incerto e instável, a rocha da estabilidade, na qual o povo britânico pode confiar”.

Entre os gigantes da banca britânica, há um que se mantém, por enquanto, imune à necessidade de recorrer ao número 10 da Downing Street. O Barclays anunciou um aumento de capital, de cerca de oito mil milhões de euros, mas sem a participação do governo.